terça-feira, 5 de agosto de 2008

Impressões sobre o quadro O SAGRADO E O PROFANO


No quadro " O SAGRADO E O PROFANO" encontra-se pintado o que eu considero ser o cúmulo da maldade, do desprazer e, sobretudo, do obscuro.
Ao contemplar o quadro, vejo-me a ser invadido por um sentimento de angústia e de medo. Configura-se naquela tela o protótipo de toda a maldade praticada por todos os que se dizem ser os mensageiros de Deus na Terra, pois a Igreja que se encontra no quadro, para além de estar pintada de preto, encontra-se enraízada no solo, o que nos revela que, para além de todo o "mal" por eles praticado, são aceites pelas pessoas sem qualquer tipo de questões.
Todos os que provocam o desprazer, todos os que têm o medo como fonte infinita de felicidade podem nadar num mar de contentamento, pois as pessoas são completamente cegas por credos, por acreditarem que existe um Deus e que este pune os maus e rejubila de alegria pelos bons.
Em toda a estrutura do quadro encontra-se simbolizada, de uma forma acentuada, o que eu considero ser o maléfico: o facto de a igreja estar pintada de preto revela e reafirma tudo o que referi, porque esta cor, para além de ser a cor que mais absorve radiações, considero-a como um vazio sem fim, um poço de obscuridade, cuja esperança de fuga se encontra nas brechas de luz que, de forma ténue e leve, rasgam o preto da igreja.

Gilberto, nº7, 10º B

O quadro RASGÃO


O quadro que eu escolhi, para relatar o que me transmitia, foi o "RASGÃO".
Quando olhamos para um quadro estamos desde logo a conviver com artistas que nos querem transmitir alguma coisa, embora cada pessoa o possa interpretar de maneira diferente.
Uma obra de arte exige uma leitura especial, a minha leitura deste quadro e o que nele me chamou mais a atenção foi um contraste bastante significativo entre a vida e a morte, onde se vê uma luz enorme num ser adormecido que trasmite uma paz imensa a quem o observa. Logo de seguida há um rasgão de sangue entre outro ser humano, este com os olhos abertos. Pela minha interpretação, o rasgão de sangue que os separa é, no fundo, o sofrimento que todos os seres humanos passam na vida, tendo que ultrapassar as mais variadas dificuldades encontradas no dia a dia. Está evidenciado depois um ser humano adormecido, ou talvez morto, mas com luz, o que faz transbordar uma paz depois do sofrimento já percorrido ao longo da vida. No fundo, foi este contraste entre a vida e a morte que me cativou neste quadro, uma vez que para todos os seres humanos vivos a morte continua ainda um grande mistério que ninguém consegue desvendar.
Gostei da exposição como um todo, os quadros estão bem pintados e interessantes. Parabéns!

Ana Catarina Monteiro, Nº1, 10º B